Destaques Audiência pública aponta necessidade de mais investimento dos municípios e integração na proteção às mulheres em Pernambuco

Audiência pública aponta necessidade de mais investimento dos municípios e integração na proteção às mulheres em Pernambuco


Investimentos e estruturação para política de mulheres nos municípios pernambucanos, essa foi uma das principais conclusões alinhadas durante a audiência pública . Quando a rede falha: desafios na proteção e no atendimento às mulheres em situação de violência em Pernambuco, que aconteceu no auditório Ênio Guerra da Casa Legislativa, no último dia 02.

Durante o debate, que teve como pano de fundo a apresentação do Levantamento das Políticas Municipais de Enfrentamento à Violência contra a Mulher em Pernambuco, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado, foram apontados os desafios para garantir um atendimento mais efetivo às mulheres em situação de violência e vulnerabilidade, como a necessidade de fortalecer a articulação entre estados e municípios e desenvolvimento e disponibilização de ferramentas, protocolos e instrumentos de monitoramento adaptados à realidade municipal a fim de garantir uma maior integração entre os órgãos integrantes da rede de proteção. Também foi pontuada a necessidade de identificar e corrigir falhas no atendimento e no fluxo da rede de proteção.

“Essa audiência pública veio mostrar que ainda temos um caminho enorme pela frente. Não basta criar organismos de proteção às mulheres: é preciso garantir estrutura, orçamento, profissionais capacitados e, principalmente, uma rede articulada, que funcione de verdade quando essa mulher procurar ajuda. Cada um precisa assumir sua responsabilidade e fazer com que as políticas públicas e ações cheguem em cada mulher, porque, diante de uma situação de violência, não podemos permitir que essa mulher fique sem atendimento ou tenha que bater em várias portas para encontrar proteção. Fortalecer essa rede é urgente porque ela salvar vidas”, comentou a deputada estadual Delegada Gleide Ângelo, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que presidiu a audiência.

Além dela, também participaram Tassyla Lins, Gerente de Fiscalização da Cultura e Cidadania do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco; a Delegada Andreza Gregório Lima do Departamento de Polícia da Mulher, representando a Polícia Civil de Pernambuco; Walkíria Alves, Secretária Executiva de Políticas Públicas para as Mulheres do Estado; Ana Nery, gerente técnica da Associação Municipalista de Pernambuco; além de gestoras de municípios de todas as regiões, como, por exemplo, Riacho das Almas, Lagoa do Ouro, Abreu e Lima, Itaíba, Recife, São Bento do Una, Toritama e Belo Jardim.

O escritor e Defensor dos Direitos Humanos,
Zaldo Just Neto, também participou e compartilhou sua vivência como vítima direta e indireta da violência contra a mulher. Ele é filho de Maristela Just, morta pelo ex marido, que não aceitava o fim do relacionamento. O crime aconteceu há 37 anos, em Jaboatão dos Guararapes. Zaldo tinha apenas dois anos, quando o pai dele atirou contra ele, a irmã, o tio e a mãe. Maristela tinha 25 anos quando foi assassinada. O julgamento do crime só aconteceu em 2010 e o agressor, preso 2012. Hoje, ele cumpre prisão domiciliar.

IMPRENSA
Alissa Farias — (81) 98676-0683
Imagens — Américo Santos

Carlos Peruca 04 set 2026 - 21:36m

0 Comentários

Deixe uma resposta


São Lourenço – provisório 27/08
Prefeitura de Timbauba
Prefeitura do Recife – até  21/09
Prefeitura de Tracunhaém
Construtora Ipogil

Prefeitura de Tracunhaém
Prefeitura de Timbauba
Prefeitura do Recife – até  21/09
São Lourenço – provisório 27/08
Construtora Ipogil