Destaques Cacau Nunes reforça identidade conservadora do Novo após análise de fundador da Quaest sobre avanço da direita no Brasil

Cacau Nunes reforça identidade conservadora do Novo após análise de fundador da Quaest sobre avanço da direita no Brasil


O cenário político brasileiro passa por uma transformação que, segundo o cientista político Felipe Nunes, fundador do instituto Quaest, revela uma sociedade cada vez mais politizada e com maior identificação com a direita e o conservadorismo. A análise, apresentada nesta terça-feira (1º), durante o programa Provoca, da TV Cultura, repercutiu no meio político e foi recebida pelo presidente do NOVO em Paulista, Cacau Nunes, como uma confirmação de uma percepção que já vem sendo observada nas ruas.

À frente do NOVO em Paulista, Cacau Nunes vem defendendo a construção de um projeto político baseado na participação popular e na identificação com valores conservadores. “O conservadorismo não é simplesmente um rótulo eleitoral. É uma visão de sociedade. É acreditar que existem valores que precisam ser preservados e, ao mesmo tempo, que precisamos avançar naquilo que pode melhorar a vida das pessoas”, afirma.

O desafio agora é ampliar esse diálogo e transformar a identificação do eleitor com determinados valores em uma participação política mais ativa. “A população quer mudança. E essa mudança não pode ser apenas uma troca de nomes. Precisamos mudar a forma de fazer política. Precisamos ter coragem para defender nossas convicções e, principalmente, compromisso para transformar essas convicções em ações”, afirma.

O dirigente também defende que a direita precisa transformar o crescimento da identificação ideológica em participação política efetiva. “Não basta dizer que é de direita ou conservador. É preciso participar, acompanhar os mandatos, cobrar resultados e escolher representantes comprometidos com aquilo que defendemos. A mudança acontece quando as pessoas deixam de apenas reclamar e passam a participar”, pontua.

Crescimento

Durante o programa, Felipe Nunes afirmou que o Brasil se tornou uma sociedade “mais tradicionalista, mais conservadora e que se diz mais de direita”. Segundo os dados apresentados pelo pesquisador, em 2002 cerca de 20% dos brasileiros se identificavam como de direita. Atualmente, esse percentual estaria em torno de 35%. No mesmo período, a parcela que se identifica com a esquerda permaneceu próxima dos 23%.

Carlos Peruca 04 set 2026 - 21:56m

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