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NOTA À IMPRENSA


ASSOCIAÇÃO PERNAMBUCANA DOS CABOS E SOLDADOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES (ACS-PE) – NÚCLEO JURÍDICO PENAL

Em resposta às recentes notícias publicadas pelo Jornal do Commercio, a defesa dos policiais acusados — Fábio Roberto Rufino da Silva, Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco, Moisés Delfino de Souza, Romualdo de Oliveira Guerra e Thiago Dizeu de Souza — vem a público esclarecer os seguintes pontos sobre os fatos ocorridos em Camaragibe (Tabatinga), em setembro de 2023:

Acusação sem provas: A afirmação do Ministério Público (MPPE) de que houve uma reunião para planejar a morte de “Alex Samurai” e de seus familiares é falsa. As provas técnicas e perícias apresentadas até agora desmentem essa versão.

Falta de transparência: O Ministério Público afirma ter provas digitais de uma suposta reunião perto da Faculdade de Odontologia (FOP), mas, na realidade, não disponibilizou a totalidade dessas provas para os advogados de defesa e nem as anexou ao processo.

Investigação incompleta: O que existe hoje no processo é um “remendo” de conversas cortadas e fora de contexto, que não provam a participação dos acusados. Inclusive, alguns deles sequer tinham sido indiciados pela Polícia Civil.

Vazamento ilegal: O Ministério Público inclusive já havia divulgado dados de denúncia sobre fato conexo em suas redes sociais quando o processo ainda corria em segredo de Justiça, o que em tese viola o Código Penal (crime de violação de segredo profissional).

Versão unilateral: A notícia divulgada pela imprensa reflete apenas a opinião inicial e unilateral do Ministério Público. Ela ainda não passou pelo devido julgamento judicial e nem considerou o direito de defesa dos policiais.

Prisão desnecessária: O pedido de prisão preventiva feito contra os policiais não tem base na lei. Não há urgência nem justificativa legal que sustente a prisão deles agora; o pedido parece ser apenas uma estratégia para chamar a atenção da mídia.

A ACS-PE reafirma que a defesa dos policiais será feita estritamente dentro da lei, exigindo o respeito à Constituição e garantindo que eles tenham um julgamento justo e equilibrado.

Recife, 1 de julho de 2026.

Cezar Jorge de Souza Cabral | Jethro Ferreira da Silva Júnior | Vilmarde Barbosa da Costa
ADVOGADOS DE DEFESA

Carlos Peruca 06 jul 2026 - 9:08m

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