No Dia Mundial do Terapeuta Ocupacional, HSE registra aumento significativo no número de atendimentos em 2025

O número cresceu de 2.276 para 7.171, devido ao início dos atendimentos no ambulatório neurodivergente e na enfermaria, ambos em 2024.
No Dia Mundial do Terapeuta Ocupacional, 19 de janeiro, o Hospital dos Servidores do Estado registra uma alta no número de atendimentos neste serviço em 2025. Foram 7.171 contra 2.276 em 2024. O incremento se deve ao início da atuação das TOs no ambulatório neurodivergente e na enfermaria, além do ambulatório central.
A Terapia Ocupacional busca promover autonomia, independência e qualidade de vida, ajudando as pessoas com dificuldades físicas, cognitivas ou emocionais a realizarem atividades diárias e sociais, através da reabilitação e adaptação ao ambiente. De acordo com a terapeuta, Plínia Manuela de Santana, que atua no ambulatório neurodivergente, as sessões são indicadas para qualquer pessoa que não esteja conseguindo se engajar nas suas ocupações. “Uma criança, por exemplo, que tem dificuldade para tomar banho, ela é orientada a fazê-lo. Pensamos em facilitações para que esse banho aconteça. Também um idoso, que antes era independente, mas devido a um acidente ficou com os movimentos dos membros superiores comprometidos, ele passa por uma avaliação minuciosa junto à família, para iniciar as sessões e voltar com as atividades diárias”, explica a TO.
Entre os benefícios que a terapia proporciona aos pacientes, segundo as profissionais, estão: o desenvolvimento e o fortalecimento de habilidades motoras globais e finas; interação social e comunicação; organização do comportamento e regulação emocional; além de independência nas atividades da vida diária. “Treinamos amarrar os cadarços, uso dos talheres, pentear os cabelos e escovar os dentes, entre tantos outros. Para a maioria estas ações são corriqueiras e automáticas. Mas para algumas crianças neurodivergentes existe grande dificuldade”, ressalta a outra TO, Renata Times.
Para os pais das crianças atendidas, as TOs são os divisores de água no dia a dia. “Eu cheguei no hospital para fazer as terapias com ar de louca, minha filha só fazia chorar, não fazia praticamente nada sem chorar, eu não conseguia dar banho nela direito, não se alimentava bem, não se expressava. Foi aí que chegou o dia de viver o divisor de águas. Depois das terapias ocupacionais, consegui dar banho e dar a alimentação sem muito choro, colamos figuras nas paredes, aprendemos a fazer daquele momento de sofrimento para ela um momento agradável”, revela Fabiely Lima, mãe de Kevelly Luísa, de quatro anos.
Outra dificuldade comum entre os menores é a escovação dos dentes. Foi o que ocorreu com a filha de 05 anos, de Arlene Luzanira de Lima. “A técnica que a terapeuta utiliza eu não sei, mas ela tem toda paciência, acho que mostra a escovação nos dentes nos bichinhos e usa o espelho. Lavínia melhorou bastante a sensibilidade na escovação”, conta satisfeita, Arlene.
As marcações de consultas no ambulatório neurodivergente, que fica no Centro de Reabilitação Funcional e Cognitiva, podem ser feitas através do número 4020-2616 ou através do site www.agendasassepe.com.br .
FOTOS: Divulgação / ambulatório neurodivergente




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