Destaques Sudene reforça importância do trecho da ferrovia Transnordestina em Pernambuco

Sudene reforça importância do trecho da ferrovia Transnordestina em Pernambuco


Andamento da obra do trecho Salgueiro–Suape é apresentado na Alepe e avança como eixo estratégico para o desenvolvimento regional

Recife (PE) – A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) destacou, nesta terça-feira (13), seu papel estratégico na consolidação da ferrovia Transnordestina durante reunião promovida pela Frente Parlamentar em Defesa da ferrovia, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O encontro marcou a apresentação do Projeto Executivo do trecho pernambucano pela Infra S.A., responsável pela condução da obra no estado.

Representando a Autarquia, o superintendente Francisco Alexandre reforçou o compromisso da Sudene com a integração logística do Nordeste, ressaltando a ferrovia como um dos principais vetores estruturantes da Região. “O trecho pernambucano da Transnordestina é essencial para o estado, tanto para escoamento da produção e, principalmente, para a promoção do desenvolvimento”, afirmou.

A ferrovia Transnordestina é considerada uma das maiores obras de infraestrutura do País, com 1.750 km de extensão, atravessando mais de 80 municípios e conectando áreas produtoras aos portos estratégicos do Nordeste. O projeto está dividido em dois grandes trechos: o que liga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), atualmente em execução, e o ramal pernambucano entre Salgueiro e o Porto de Suape, foco da audiência.

A ferrovia tem potencial para reduzir custos logísticos, impulsionar cadeias produtivas e atrair novos investimentos, conectando o interior nordestino aos principais mercados nacionais e internacionais. A iniciativa também deve gerar empregos e dinamizar a economia local, especialmente em áreas historicamente menos assistidas.

Durante a apresentação técnica, o representante da Infra S.A. detalhou o andamento do trecho Salgueiro–Suape, que possui 544 km de extensão e está em fase de estruturação das obras. Entre os destaques, está a licitação já realizada para o lote entre Custódia e Arcoverde, com cerca de 73 km de extensão, incluindo obras de infraestrutura e engenharia necessárias à conclusão do segmento. Espera-se homologar o vencedor do certame ainda nesta mês. O contrato de R$ 391,2 milhões prevê prazo de 53 meses para execução.

“Além disso, há expectativa de novos editais ainda no primeiro semestre de 2026, ampliando o ritmo de implantação da ferrovia no estado, com contratações de obras até o fim deste ano”, disse o diretor de Empreendimentos da Infra, André Ludolfo. Os trechos a serem contemplados são de Cachoeirinha a Belém de Maria (SPS07) e de Pesqueira a Cachoeirinha (SPS06). Vale ressaltar que todas as licenças do trecho de Salgueiro a Belém de Maria já estão sob a responsabilidade da Infra.

André Ludolfo ressaltou que os trechos quem ligam Belém de Maria ao Porto de Suape (142 quilômetros) estão na fase de elaboração conceitual dos traçados da ferrovia. “Os traçados ainda não estão definidos e a Infra também não tem sua imissão”, frisou. Em contrapartida, ele elencou que a Infra já detém o termo de delegação do Dnit, a licença de instalação e foram contratadas empresas para a gestão fundiária para as áreas da ferrovia, para a realização de estudos ambientais. “Também publicamos o primeiro edital de supervisão de obras”, disse.

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Transnordestina em Pernambuco, deputado estadual João Paulo, autor da convocação da reunião, lembrou que Pernambuco correu o risco real de ficar à margem de um dos maiores corredores logísticos do País. “A obra no trecho Custódia – Arcoverde é uma etapa inicial, mas simbólica porque marca a retomada da obra”, ressaltou.

Informações
A Sudene é uma das principais financiadoras do trecho cearense da Ferrovia Transnordestina, por meio de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Deverá aplicar R$ 7,4 bilhões no projeto até 2027, dos quais já foram liberados R$ 6,6 bilhões, incluindo R$ 800 milhões oriundos do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).

Dos 1.200 quilômetros da ferrovia, que ligam Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém (CE), 720 quilômetros já estão concluídos e uma parte deles, de Bela Vista (PI) a Iguatu (CE), já opera comercialmente. Podem ser transportados grãos, minérios, fibras e proteínas.

Carlos Peruca 13 abr 2026 - 13:06m

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