Destaques Carnaval de Aliança reafirma tradição e identidade cultural na Mata Norte pernambucana

Carnaval de Aliança reafirma tradição e identidade cultural na Mata Norte pernambucana



O Carnaval de Aliança – O Carnaval das Tradições consolida o município de Aliança, na Mata Norte de Pernambuco, como um dos territórios mais representativos da cultura popular do Estado. A cerca de 70 quilômetros do Recife, a cidade se transforma em um grande espaço de vivência cultural, onde o maracatu, os cortejos, a música e os encontros comunitários expressam um patrimônio vivo, construído e preservado no cotidiano da população.
Realizado pela Prefeitura Municipal de Aliança, com produção da Afonso Oliveira Produções e da Roda Produções, e patrocínio do Governo de Pernambuco, do Banco do Nordeste e do Governo Federal, o Carnaval se destaca por valorizar as tradições locais e os saberes ancestrais que atravessam gerações.
Um dos pontos altos da programação acontece no domingo de Carnaval (15), a partir das 13h, quando moradores e visitantes participam da visita às sedes dos maracatus e da chegada dos grupos que se preparam para os cortejos. O momento funciona como um ritual coletivo de fé, pertencimento e afirmação cultural, especialmente nos distritos de Chã de Camará e Upatininga, onde o maracatu é parte estruturante da vida comunitária e da memória das famílias.
No Pátio da Cultura, a partir das 16h, o tradicional Encontro dos Maracatus reúne a Orquestra Zezé Correia e o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, dois importantes patrimônios culturais do município. O encontro transforma o espaço em um espetáculo de cores, ritmos e ancestralidade, reafirmando o papel do maracatu como símbolo identitário da região. Encerrando a noite, à partir das 20h, o show de Maciel Salu amplia o diálogo entre tradição e contemporaneidade, evidenciando a força da música de raiz pernambucana.
Além das manifestações culturais, o Carnaval de Aliança também valoriza a gastronomia local, com destaque para o tradicional Restaurante A Traíra, cujo preparo do peixe integra a memória afetiva e cultural da cidade. A programação tem início no sábado de Zé Pereira, dia 14, com shows da Família Salustiano, André Rio e Raphaela Santos, e segue ao longo dos demais dias com blocos, apresentações de maracatus, atividades culturais e atrações abertas para o público de todas as idades.
Mais do que um evento festivo, o Carnaval de Aliança se afirma como um espaço de salvaguarda, celebração e renovação da cultura popular, fortalecendo vínculos comunitários e reafirmando a identidade cultural da Mata Norte pernambucana.
PROGRAMAÇÃO:
Sábado – 14/02
20:00 – Família Salu
22:00 – André Rio
00:20 – Raphaela Santos
Domingo – 15/02
10:00 – Encontro dos Bois
16:00 – Orquestra Zezé Correia
17:00 – Encontro dos Maracatus
17:00 – Polo Infantil
20:00 – Maciel Salú
21:00 – Encontro dos Maracatus
Segunda-feira – 16/02
10:00 – Bloco do Povo com André Marreta
12:00 – Cintia Barros
19:00 – Bloco O Sambaço
22:00 – Os Talhas
00:00 – Andrielly
Terça-feira – 17/02
10:00 – Encontro dos Maracatus na sede da Associação dos Maracatus de Pernambuco
17:00 – MC Tróia
19:00 – Thayk
21:00 – Carina Lins

HISTÓRICO DOS ARTISTAS E GRUPOS CULTURAIS:

ENCONTRO DOS MARACATUS
O Encontro dos Maracatus do Carnaval de Aliança é dedicado ao Maracatu Rural, também conhecido como Maracatu de Baque Solto, uma das expressões mais emblemáticas da cultura popular da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Diferente do maracatu-nação (baque virado), o baque solto tem forte ligação com o universo canavieiro, com as comunidades rurais e com as brincadeiras tradicionais do interior.
O encontro é realizado pela Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, entidade que articula, representa e fortalece os grupos dessa tradição em todo o estado. A iniciativa garante organização, preservação dos rituais e valorização dos mestres e brincantes.
No palco e nas ruas, o público presencia a força dos caboclos de lança, com suas golas bordadas, lanças ornamentadas e uma estética que é ao mesmo tempo guerreira, sagrada e espetacular. O ritmo é marcado por trombone, caixa, bombo, mineiro e a poesia dos mestres, que improvisam versos cheios de crítica social, humor e sabedoria popular.
O Encontro dos Maracatus de Baque Solto não é apenas uma apresentação artística — é um ato de resistência cultural. Ele celebra a memória dos trabalhadores da cana, a religiosidade popular, a ancestralidade afro-indígena e o orgulho das comunidades da Mata Norte. Em Aliança, território histórico dessa tradição, o momento ganha dimensão simbólica: é o maracatu voltando às suas raízes, ocupando o espaço público como identidade viva.
Esse encontro reafirma o Carnaval de Aliança como território das tradições, onde o espetáculo nasce da comunidade e a cultura não é encenada — é vivida. gonguês e a tradição que remonta às festividades populares.
Este momento é considerado de grande impacto emocional, pois expressa identidade, pertencimento e resistência cultural, sendo um dos pontos altos do Carnaval fora do eixo metropolitano.
A participação em Aliança celebra a força das tradições locais e a continuidade desses saberes por meio dos grupos que mantêm viva essa prática de geração em geração.

ORQUESTRA ZEZÉ CORREIA

A Orquestra Zezé Correia é considerada um patrimônio cultural do município de Aliança e um símbolo da tradição do frevo na região. Com forte base no repertório clássico do frevo, o grupo valoriza a instrumentação tradicional com metais, percussão e arranjos que agitam o público.
Como expressão musical de identidade coletiva, a orquestra representa a música de rua e de cortejo que faz parte das festas populares em Pernambuco, resgatando a conexão histórica entre frevo e Carnaval.
Seus integrantes são músicos locais que trazem para o palco sons vibrantes e ritmos que convidam à dança, mantendo vivas as tradições folclóricas que caracterizam o Carnaval do interior.
A presença da Orquestra Zezé Correia em um evento como o Carnaval de Aliança reforça a importância de formação musical comunitária e o papel do frevo como patrimônio imaterial.
Mais do que entretenimento, sua performance é um encontro com o passado, um convite para dançar e celebrar as tradições que atravessam gerações.

MACIEL SALU

Maciel Salu é um artista pernambucano de grande destaque na cena da cultura popular, herdeiro da tradição do Mestre Salustiano, uma das figuras mais reverenciadas da música e cultura de Pernambuco.
Salu se notabiliza por unir em sua obra elementos de maracatu, coco, ciranda e outras linguagens populares, mantendo viva a cultura tradicional enquanto dialoga com o contemporâneo.
Seu trabalho é caracterizado por forte expressão rítmica, arranjos que valorizam a ancestralidade musical e performances que envolvem o público em uma experiência de celebração comunitária.
A trajetória de Maciel reflete a riqueza cultural da Zona da Mata, destacando o papel da música como ferramenta de resistência e preservação identitária.
No Carnaval de Aliança, sua apresentação representa um encontro entre tradição e festa, mostrando como a cultura popular segue pulsante nas ruas e no coração das comunidades.

RAPHAELA SANTOS

Cantora brasileira nascida em São Paulo, mas que construiu sua carreira artística no Nordeste, especialmente em Pernambuco, onde se destacou no cenário do brega e da música popular.
Conhecida pelo público como “A Favorita”, ela se consolidou ao longo dos últimos anos como uma das vozes mais populares no brega, ritmo que dialoga fortemente com paixão, emoção e narrativa afetiva em suas letras.
Sua música “Você Lembra” e outras canções ganharam grande destaque nas plataformas digitais, acumulando milhões de reproduções e consolidando seu espaço entre os artistas emergentes da música brasileira.
Raphaela também tem atuado fortemente nas redes sociais e em eventos ao vivo, incluindo gravações de DVD e parcerias com músicos consagrados, o que amplia sua visibilidade e importância no cenário da música popular atual.
Sua participação no Carnaval de Aliança traz uma energia contemporânea e um repertório que conecta tradição e popularidade, contribuindo para a diversidade sonora do evento.

Família Salustiano
Grupo que carrega a herança do Mestre Salustiano, a Família Salu representa a continuidade de um dos maiores legados da cultura popular pernambucana. No palco, misturam maracatu, cavalo-marinho, coco, ciranda e música nordestina com energia contagiante e forte identidade cultural. O show é um mergulho nas raízes da Zona da Mata, com dança, teatralidade e musicalidade tradicional.

Encontro dos Bois
O Encontro dos Bois é uma manifestação tradicional que reúne personagens e grupos folclóricos ligados ao ciclo do boi, uma expressão popular que combina teatro, música, dança e brincadeiras.
Originado das festas e folguedos rurais, o encontro dos bois é um ritual que mistura elementos cênicos com interação comunitária, envolvendo público e participantes em uma celebração aberta e cheia de alegria.
No contexto carnavalesco, essa atividade encanta pela criatividade, riqueza de figurinos e narrativa simbólica, destacando a diversidade das festas populares no interior de Pernambuco.
A participação do público é elemento fundamental, transformando o encontro em festa comunitária, onde tradição e espontaneidade se misturam de forma única.

André Rio
André Rio é um dos mais importantes representantes do frevo e da música popular de Pernambuco. Nascido no Recife em uma família profundamente ligada à música, ele iniciou sua carreira artística ainda criança, participando de festivais estudantis e se apresentando em programas locais desde muito jovem.
Ao longo das décadas, Rio construiu uma trajetória sólida tanto no carnaval quanto na música instrumental e vocal, mesclando ritmos regionais como frevo, forró e MPB em sua obra. Seu repertório inclui sucessos que se tornaram hinos nos Carnavais pernambucanos, como “Chuva de Sombrinhas”, e ele já lançou mais de 20 discos ao longo de sua carreira.
André Rio também teve ampla experiência internacional, realizando turnês pela Europa ao lado de artistas como Alceu Valença, Elba Ramalho e Naná Vasconcelos e apresentando a cultura pernambucana em festivais fora do Brasil.
Sua presença no Carnaval é marcante não apenas por sua voz e repertório, mas por sua capacidade de conectar o público com a tradição carnavalesca, fazendo de cada show uma celebração da música e da alegria do Nordeste.

André Marreta
André Marreta é conhecido no circuito carnavalesco e de festas populares como um artista que mistura ritmos tradicionais com sons contemporâneos, trazendo alegria e dinamismo ao público. Sua atuação costuma ocorrer em blocos e apresentações de rua, onde ele interage diretamente com os foliões, criando uma atmosfera de festa e conexão.
Com repertório diversificado, André apresenta músicas que vão do samba ao arrasta-pé, incluindo ritmos nordestinos populares que fazem o público cantar junto. Sua presença em festas de interior, como em Aliança, reflete a cultura musical regional que valoriza a participação comunitária e o canto coletivo.
No Carnaval, o artista é frequentemente convidado por blocos populares por sua energia no palco e habilidade de animar diferentes faixas etárias, reforçando a ideia de Carnaval como celebração democrática.
Embora seu trabalho seja focado principalmente no cenário local e regional, sua relevância está justamente na capacidade de trazer alegria aos eventos de rua e celebrar as tradições ao lado do público, com repertório capaz de dialogar com toda a festa.

Cintia Barros
Cintia Barros é uma cantora popular cujo trabalho está ligado ao repertório que atende ao público das festas de carnaval e eventos culturais do interior. Sua musicalidade pode combinar forró, pop, músicas românticas e clássicos de festa, compondo um repertório acessível e dançante.
A presença de Cintia em eventos como o Carnaval de Aliança mostra a importância de artistas que mantêm viva a música popular no contexto das celebrações tradicionais, conectando gerações e estilos.
Cantoras como ela desempenham um papel essencial em eventos regionais por estarem próximas ao público, muitas vezes interagindo em shows ao ar livre e frentes de palco menores, onde a relação artista–festa é mais direta e afetiva.
Cintia traz ao palco um repertório que pode incluir covers de sucessos populares, marchinhas de Carnaval, e canções que incentivam a participação do público, enriquecendo a experiência musical da programação diurna do evento.

MC Tróia
MC Tróia é representativo da cena do funk e da música urbana, trazendo ao Carnaval de Aliança uma sonoridade que dialoga com as tendências jovens e atuais. Artistas com essa designação normalmente transitam entre ritmos como funk, pop e música de dança, conectando a tradição carnavalesca com a cultura popular contemporânea.
A presença de um MC como Tróia indica a diversidade de estilos do evento, ampliando o repertório para além dos ritmos tradicionais e incorporando sons que estão em alta entre o público jovem.
Esses artistas costumam animar palcos abertos com performances enérgicas, batidas envolventes e letras que incentivam a participação e a celebração espontânea.
MCs urbanos em carnavais regionais ajudam a atrair um público mais amplo, conectando tradição e contemporaneidade através da música.

Polo Infantil
O Polo Infantil é um espaço especialmente dedicado às crianças, reforçando que o Carnaval de Aliança é um evento para toda a família. Com atividades lúdicas, apresentações e atrações pensadas para o público infantil, este momento da programação busca promover a cultura de forma educativa, divertida e inclusiva. A presença de música, jogos, personagens e brincadeiras cria um ambiente seguro e festivo, estimulando a participação dos pequenos na festa de maneira alegre e criativa. O espaço reforça a ideia de que a cultura popular deve ser vivenciada desde cedo, promovendo o acesso das crianças aos ritmos, tradições e expressões artísticas da região.

Press Trip – Domingo de Carnaval em Aliança
Imersão no berço do Maracatu de Baque Solto

10:00 – Saída do Recife
Transporte para equipe de imprensa e criadores de conteúdo. Durante o trajeto, entrega de press kit físico com:
Release oficial
Histórico do Maracatu de Baque Solto
Programação
Contatos para entrevistas

12:00 – Almoço cultural
Parada no Restaurante A Traíra
Experiência gastronômica típica da culinária local.

14:00 – Visita às sedes dos Maracatus de Baque Solto
✔ Vestimenta dos caboclos de lança
✔ Preparação dos instrumentos
✔ Bastidores e entrevistas com mestres
✔ Conteúdo exclusivo de tradição viva
Distritos: Chã de Camará e Upatininga

15:30 – Chegada dos Maracatus às sedes e saída para cortejo
Momento de ouro para imagens: concentração, emoção, organização dos grupos e início do deslocamento para as apresentações.

16:00 – Pátio da Cultura
Cobertura da apresentação da Orquestra Zezé Correia

17:00 – Encontro dos Maracatus de Baque Solto

Carlos Peruca 12 fev 2026 - 19:26m

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