
Projeto de valorização do patrimônio musical pernambucano chega às salas de aula da Mata Norte, nesta sexta-feira
Programação acontecerá na Escolas de Referência de Ensino Médio Tristão Ferreira Bessa, em Lagoa de Itaenga, a partir das 16h
Nesta sexta-feira (29), os estudantes da EREM Tristão Ferreira Bessa, em Lagoa de Itaenga, terão uma experiência pouco comum no ambiente escolar: vivenciar de perto a ciranda e o coco de roda, expressões centenárias do ciclo natalino pernambucano. A iniciativa faz parte do Projeto “Casa da Cultura em Movimento – Do Litoral ao Sertão”, que transforma a escola em palco vivo da cultura popular, aproximando jovens do patrimônio musical imaterial e promovendo uma formação que alia conhecimento, memória e identidade.
A atividade, marcada para às 16h, contará com a presença de dois grupos representativos da cultura viva do estado: a Ciranda Sant’Anna, referência histórica fundada em 2002 no bairro Vasco da Gama, no Recife, e o Grupo Cultural Caboclo, de Lagoa de Itaenga, liderado por Mestre Josivaldo Caboclo, jovem arte-educador e filho do poeta e Mestre Bio Caboclo.
“Mais do que entretenimento, o encontro se propõe a ser uma verdadeira aula de educação patrimonial. Ao vivenciar o ritmo da ciranda, o convite para entrar na roda e a cadência do coco de roda, os estudantes têm contato direto com um universo que integra música, poesia, dança e modos de vida transmitidos de geração em geração” afirma Editon Energia, coordenador do projeto
Essa proposta dialoga com a ideia de que a escola é também espaço de memória e de cidadania, onde os saberes populares se juntam ao currículo formal para formar cidadãos mais críticos e conectados às suas raízes.
A Ciranda Sant’Anna tem suas origens no legado de Tia Nete, figura histórica que marcou os anos 1960 no Recife. Desde então, o grupo consolidou sua presença em festivais, feiras e ações comunitárias, preservando e transmitindo os valores da ciranda.
Já o Grupo Caboclo, sob a liderança de Josivaldo Caboclo, representa a renovação da tradição. Mestre de maracatu, cirandeiro e educador social, ele lançou em 2018 o álbum “Um novo jeito de fazer Ciranda”, que propõe um diálogo mais direto com a juventude, mesclando inovação e originalidade sem perder o vínculo com a raiz popular.
Essa combinação entre tradição e reinvenção faz do encontro em Lagoa de Itaenga uma oportunidade de mostrar aos jovens que a cultura popular não é algo do passado, mas sim uma linguagem viva, em constante transformação.
A realização do projeto é viabilizada com incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – FUNCULTURA, por meio da Fundarpe e da Secretaria de Cultura de Pernambuco.
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